“Semeando Justiça climática II” – Resumo de Dia 1

Iniciou esta manhã, por volta das 8 horas e 30 minutos, no Kaya Kwanga, a segunda Conferência Anual sobre Mudanças Climáticas, sob o tema “Semeando Justiça Climática II”. Participaram no primeiro dia do encontro cerca de 108 pessoas, representantes de comunidades locais, de organizações da sociedade civil, de instituições do estado e de parceiros de cooperação.

Anabela Lemos directora da Justiça Ambiental, saudou os participantes, agradeceu a presença de todos, na esperança de que estejamos juntos no próximo ano e que possamos juntos contribuir para o fortalecimento dos movimentos sociais por justiça climática. Por fim, Anabela Lemos convidou o Ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, Celso Correia a fazer a abertura oficial desta conferência.

O Ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, procedeu à abertura oficial da Conferência, congratulando a Justiça Ambiental pela organização da mesma, referiu-se brevemente ao historial do MITADER, e das principais questões preocupantes que Moçambique enfrenta, tais como a perda de biodiversidade, a caça furtiva, o abate descontrolado das nossas florestas, referindo ainda que a conservação das mesmas é um imperativo nacional. Realçou a importância da construção de consensos, e a abertura do Ministério para trabalhar em conjunto com as organizações não-governamentais. O Ministro colocou um desafio à Justiça Ambiental e aos participantes, que esta conferência não seja apenas um espaço de desabafo mas sim um espaço de busca de soluções e de construção de consensos para os inúmeros problemas ambientais que Moçambique tem.

photo with celso correia 

A Conferência prosseguiu de acordo com a agenda, com interessantes apresentações que visavam essencialmente estabelecer uma base comum de entendimento sobre a actual situação das mudanças climáticas, o que de concreto se pode esperar do Acordo de Paris e ainda uma visão geral sobre a interligação entre a injustiça climática, social e ambiental, que está directamente relacionada ainda aos modelos de “desenvolvimento” e o sistema financeiro que tem sido sistematicamente implementado. Várias questões pertinentes foram levantadas e discutidas.

“Temos que assegurar que a temperatura média global não excede os 1.5 graus, é crucial, não há como adaptar a uma subida da temperatura média superior a esta… Não há como adaptar, não há nada a adaptar!”

Nnimmo Bassey “O acordo de Paris foi para muitos um passo importante, mas de que nos vale um passo dado no caminho errado”

Amanhã continua, com apresentações e discussões igualmente interessantes.

 

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